
{"id":2597,"date":"2006-01-01T00:00:00","date_gmt":"2006-01-01T02:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/transparencia.cfp.org.br\/crp06\/legislacao\/lei-no-11-340-de-07-08-2006-cria-mecanismos-para-coibir-a-violencia-domestica-e-familiar-contra-a-mulher\/"},"modified":"2018-04-16T13:17:55","modified_gmt":"2018-04-16T16:17:55","slug":"lei-no-11-340-de-07-08-2006-cria-mecanismos-para-coibir-a-violencia-domestica-e-familiar-contra-a-mulher","status":"publish","type":"legislacao","link":"https:\/\/transparencia.cfp.org.br\/crp06\/legislacao\/lei-no-11-340-de-07-08-2006-cria-mecanismos-para-coibir-a-violencia-domestica-e-familiar-contra-a-mulher\/","title":{"rendered":"Lei N\u00ba 11.340 de 07\/08\/2006 &#8211; Cria mecanismos para coibir a viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher"},"content":{"rendered":"<p>\n\t<strong><span style=\"font-size: 20px\">Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica<br \/>\n\tCasa Civil<br \/>\n\tSubchefia para Assuntos Jur&iacute;dicos<\/span><\/strong><br \/>\n\t&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\">\n\t<small><strong>LEI N&ordm; 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006.<\/strong><\/small><\/p>\n<table border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" style=\"line-height:normal\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td height=\"32\">\n\t\t\t\t&nbsp;<\/td>\n<td height=\"32\">\n<p>\n\t\t\t\t\tCria mecanismos para coibir a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher, nos termos do &sect; 8<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp;do art. 226 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, da Conven&ccedil;&atilde;o sobre&nbsp;a Elimina&ccedil;&atilde;o de Todas as Formas de Discrimina&ccedil;&atilde;o contra as Mulheres e da Conven&ccedil;&atilde;o Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Viol&ecirc;ncia contra a Mulher; disp&otilde;e sobre a cria&ccedil;&atilde;o dos Juizados de Viol&ecirc;ncia Dom&eacute;stica e Familiar contra a Mulher; altera o C&oacute;digo de Processo Penal, o C&oacute;digo Penal e a Lei de Execu&ccedil;&atilde;o Penal; e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>\n\t<strong>O PRESIDENTE&nbsp;DA&nbsp;REP&Uacute;BLICA<\/strong>&nbsp;Fa&ccedil;o saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tT&Iacute;TULO I<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tDISPOSI&Ccedil;&Otilde;ES PRELIMINARES<\/p>\n<p>\n\tArt. 1<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; Esta Lei cria mecanismos para coibir e prevenir a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher, nos termos do &sect; 8<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp;do art. 226 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, da Conven&ccedil;&atilde;o sobre a Elimina&ccedil;&atilde;o de Todas as Formas de Viol&ecirc;ncia contra a Mulher, da Conven&ccedil;&atilde;o Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Viol&ecirc;ncia contra a Mulher e de outros tratados internacionais ratificados pela Rep&uacute;blica Federativa do Brasil; disp&otilde;e sobre a cria&ccedil;&atilde;o dos Juizados de Viol&ecirc;ncia Dom&eacute;stica e Familiar contra a Mulher; e estabelece medidas de assist&ecirc;ncia e prote&ccedil;&atilde;o &agrave;s mulheres em situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar.<\/p>\n<p>\n\tArt. 2<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; Toda mulher, independentemente de classe, ra&ccedil;a, etnia, orienta&ccedil;&atilde;o sexual, renda, cultura, n&iacute;vel educacional, idade e religi&atilde;o, goza dos direitos fundamentais inerentes &agrave; pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem viol&ecirc;ncia, preservar sua sa&uacute;de f&iacute;sica e mental e seu aperfei&ccedil;oamento moral, intelectual e social.<\/p>\n<p>\n\tArt. 3<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; Ser&atilde;o asseguradas &agrave;s mulheres as condi&ccedil;&otilde;es para o exerc&iacute;cio efetivo dos direitos &agrave; vida, &agrave; seguran&ccedil;a, &agrave; sa&uacute;de, &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o, &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, &agrave; cultura, &agrave; moradia, ao acesso &agrave; justi&ccedil;a, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, &agrave; cidadania, &agrave; liberdade, &agrave; dignidade, ao respeito e &agrave; conviv&ecirc;ncia familiar e comunit&aacute;ria.<\/p>\n<p>\n\t&sect; 1<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; O poder p&uacute;blico desenvolver&aacute; pol&iacute;ticas que visem garantir os direitos humanos das mulheres no &acirc;mbito das rela&ccedil;&otilde;es dom&eacute;sticas e familiares no sentido de resguard&aacute;-las de toda forma de neglig&ecirc;ncia, discrimina&ccedil;&atilde;o, explora&ccedil;&atilde;o, viol&ecirc;ncia, crueldade e opress&atilde;o.<\/p>\n<p>\n\t&sect; 2<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; Cabe &agrave; fam&iacute;lia, &agrave; sociedade e ao poder p&uacute;blico criar as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para o efetivo exerc&iacute;cio dos direitos enunciados no caput.<\/p>\n<p>\n\tArt. 4<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; Na interpreta&ccedil;&atilde;o desta Lei, ser&atilde;o considerados os fins sociais a que ela se destina e, especialmente, as condi&ccedil;&otilde;es peculiares das mulheres em situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar.<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tT&Iacute;TULO II<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tDA VIOL&Ecirc;NCIA DOM&Eacute;STICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tCAP&Iacute;TULO I<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tDISPOSI&Ccedil;&Otilde;ES GERAIS<\/p>\n<p>\n\tArt. 5<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; Para os efeitos desta Lei, configura viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher qualquer a&ccedil;&atilde;o ou omiss&atilde;o baseada no g&ecirc;nero que lhe cause morte, les&atilde;o, sofrimento f&iacute;sico, sexual ou psicol&oacute;gico e dano moral ou patrimonial:<\/p>\n<p>\n\tI &#8211; no &acirc;mbito da unidade dom&eacute;stica, compreendida como o espa&ccedil;o de conv&iacute;vio permanente de pessoas, com ou sem v&iacute;nculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas;<\/p>\n<p>\n\tII &#8211; no &acirc;mbito da fam&iacute;lia, compreendida como a comunidade formada por indiv&iacute;duos que s&atilde;o ou se consideram aparentados, unidos por la&ccedil;os naturais, por afinidade ou por vontade expressa;<\/p>\n<p>\n\tIII &#8211; em qualquer rela&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabita&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\n\tPar&aacute;grafo &uacute;nico.&nbsp; As rela&ccedil;&otilde;es pessoais enunciadas neste artigo independem de orienta&ccedil;&atilde;o sexual.<\/p>\n<p>\n\tArt. 6<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; A viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher constitui uma das formas de viola&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos.<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tCAP&Iacute;TULO II<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tDAS FORMAS DE VIOL&Ecirc;NCIA DOM&Eacute;STICA E FAMILIAR<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tCONTRA A MULHER<\/p>\n<p>\n\tArt. 7<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; S&atilde;o formas de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher, entre outras:<\/p>\n<p>\n\tI &#8211; a viol&ecirc;ncia f&iacute;sica, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou sa&uacute;de corporal;<\/p>\n<p>\n\tII &#8211; a viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminui&ccedil;&atilde;o da auto-estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas a&ccedil;&otilde;es, comportamentos, cren&ccedil;as e decis&otilde;es, mediante amea&ccedil;a, constrangimento, humilha&ccedil;&atilde;o, manipula&ccedil;&atilde;o, isolamento, vigil&acirc;ncia constante, persegui&ccedil;&atilde;o contumaz, insulto, chantagem, ridiculariza&ccedil;&atilde;o, explora&ccedil;&atilde;o e limita&ccedil;&atilde;o do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause preju&iacute;zo &agrave; sa&uacute;de psicol&oacute;gica e &agrave; autodetermina&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>\n\tIII &#8211; a viol&ecirc;ncia sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de rela&ccedil;&atilde;o sexual n&atilde;o desejada, mediante intimida&ccedil;&atilde;o, amea&ccedil;a, coa&ccedil;&atilde;o ou uso da for&ccedil;a; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impe&ccedil;a de usar qualquer m&eacute;todo contraceptivo ou que a force ao matrim&ocirc;nio, &agrave; gravidez, ao aborto ou &agrave; prostitui&ccedil;&atilde;o, mediante coa&ccedil;&atilde;o, chantagem, suborno ou manipula&ccedil;&atilde;o; ou que limite ou anule o exerc&iacute;cio de seus direitos sexuais e reprodutivos;<\/p>\n<p>\n\tIV &#8211; a viol&ecirc;ncia patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure reten&ccedil;&atilde;o, subtra&ccedil;&atilde;o, destrui&ccedil;&atilde;o parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econ&ocirc;micos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades;<\/p>\n<p>\n\tV &#8211; a viol&ecirc;ncia moral, entendida como qualquer conduta que configure cal&uacute;nia, difama&ccedil;&atilde;o ou inj&uacute;ria.<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tT&Iacute;TULO III<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tDA ASSIST&Ecirc;NCIA &Agrave; MULHER EM SITUA&Ccedil;&Atilde;O DE VIOL&Ecirc;NCIA DOM&Eacute;STICA E FAMILIAR&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tCAP&Iacute;TULO I<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tDAS MEDIDAS INTEGRADAS DE PREVEN&Ccedil;&Atilde;O<\/p>\n<p>\n\tArt. 8<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; A pol&iacute;tica p&uacute;blica que visa coibir a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher far-se-&aacute; por meio de um conjunto articulado de a&ccedil;&otilde;es da Uni&atilde;o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic&iacute;pios e de a&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais, tendo por diretrizes:<\/p>\n<p>\n\tI &#8211; a integra&ccedil;&atilde;o operacional do Poder Judici&aacute;rio, do Minist&eacute;rio P&uacute;blico e da Defensoria P&uacute;blica com as &aacute;reas de seguran&ccedil;a p&uacute;blica, assist&ecirc;ncia social, sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, trabalho e habita&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>\n\tII &#8211; a promo&ccedil;&atilde;o de estudos e pesquisas, estat&iacute;sticas e outras informa&ccedil;&otilde;es relevantes, com a perspectiva de g&ecirc;nero e de ra&ccedil;a ou etnia, concernentes &agrave;s causas, &agrave;s conseq&uuml;&ecirc;ncias e &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher, para a sistematiza&ccedil;&atilde;o de dados, a serem unificados nacionalmente, e a avalia&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica dos resultados das medidas adotadas;<\/p>\n<p>\n\tIII &#8211; o respeito, nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social, dos valores &eacute;ticos e sociais da pessoa e da fam&iacute;lia, de forma a coibir os pap&eacute;is estereotipados que legitimem ou exacerbem a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar, de acordo com o estabelecido no&nbsp;<strong>inciso III do art. 1<sup><u>o<\/u><\/sup>, no inciso IV do art. 3<sup><u>o<\/u><\/sup>&nbsp;e no inciso IV do art. 221 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal<\/strong>;<\/p>\n<p>\n\tIV &#8211; a implementa&ccedil;&atilde;o de atendimento policial especializado para as mulheres, em particular nas Delegacias de Atendimento &agrave; Mulher;<\/p>\n<p>\n\tV &#8211; a promo&ccedil;&atilde;o e a realiza&ccedil;&atilde;o de campanhas educativas de preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher, voltadas ao p&uacute;blico escolar e &agrave; sociedade em geral, e a difus&atilde;o desta Lei e dos instrumentos de prote&ccedil;&atilde;o aos direitos humanos das mulheres;<\/p>\n<p>\n\tVI &#8211; a celebra&ccedil;&atilde;o de conv&ecirc;nios, protocolos, ajustes, termos ou outros instrumentos de promo&ccedil;&atilde;o de parceria entre &oacute;rg&atilde;os governamentais ou entre estes e entidades n&atilde;o-governamentais, tendo por objetivo a implementa&ccedil;&atilde;o de programas de erradica&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher;<\/p>\n<p>\n\tVII &#8211; a capacita&ccedil;&atilde;o permanente das Pol&iacute;cias Civil e Militar, da Guarda Municipal, do Corpo de Bombeiros e dos profissionais pertencentes aos &oacute;rg&atilde;os e &agrave;s &aacute;reas enunciados no inciso I quanto &agrave;s quest&otilde;es de g&ecirc;nero e de ra&ccedil;a ou etnia;<\/p>\n<p>\n\tVIII &#8211; a promo&ccedil;&atilde;o de programas educacionais que disseminem valores &eacute;ticos de irrestrito respeito &agrave; dignidade da pessoa humana com a perspectiva de g&ecirc;nero e de ra&ccedil;a ou etnia;<\/p>\n<p>\n\tIX &#8211; o destaque, nos curr&iacute;culos escolares de todos os n&iacute;veis de ensino, para os conte&uacute;dos relativos aos direitos humanos, &agrave; eq&uuml;idade de g&ecirc;nero e de ra&ccedil;a ou etnia e ao problema da viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher.<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tCAP&Iacute;TULO II<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tDA ASSIST&Ecirc;NCIA &Agrave; MULHER EM SITUA&Ccedil;&Atilde;O DE VIOL&Ecirc;NCIA DOM&Eacute;STICA E FAMILIAR<\/p>\n<p>\n\tArt. 9<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; A assist&ecirc;ncia &agrave; mulher em situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar ser&aacute; prestada de forma articulada e conforme os princ&iacute;pios e as diretrizes previstos na Lei Org&acirc;nica da Assist&ecirc;ncia Social, no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de, no Sistema &Uacute;nico de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica, entre outras normas e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de prote&ccedil;&atilde;o, e emergencialmente quando for o caso.<\/p>\n<p>\n\t&sect; 1<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; O juiz determinar&aacute;, por prazo certo, a inclus&atilde;o da mulher em situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar no cadastro de programas assistenciais do governo federal, estadual e municipal.<\/p>\n<p>\n\t&sect; 2<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; O juiz assegurar&aacute; &agrave; mulher em situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar, para preservar sua integridade f&iacute;sica e psicol&oacute;gica:<\/p>\n<p>\n\tI &#8211; acesso priorit&aacute;rio &agrave; remo&ccedil;&atilde;o quando servidora p&uacute;blica, integrante da administra&ccedil;&atilde;o direta ou indireta;<\/p>\n<p>\n\tII &#8211; manuten&ccedil;&atilde;o do v&iacute;nculo trabalhista, quando necess&aacute;rio o afastamento do local de trabalho, por at&eacute; seis meses.<\/p>\n<p>\n\t&sect; 3<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; A assist&ecirc;ncia &agrave; mulher em situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar compreender&aacute; o acesso aos benef&iacute;cios decorrentes do desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico, incluindo os servi&ccedil;os de contracep&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia, a profilaxia das Doen&ccedil;as Sexualmente Transmiss&iacute;veis (DST) e da S&iacute;ndrome da Imunodefici&ecirc;ncia Adquirida (AIDS) e outros procedimentos m&eacute;dicos necess&aacute;rios e cab&iacute;veis nos casos de viol&ecirc;ncia sexual.<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tCAP&Iacute;TULO III<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tDO ATENDIMENTO PELA AUTORIDADE POLICIAL<\/p>\n<p>\n\tArt. 10.&nbsp; Na hip&oacute;tese da imin&ecirc;ncia ou da pr&aacute;tica de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher, a autoridade policial que tomar conhecimento da ocorr&ecirc;ncia adotar&aacute;, de imediato, as provid&ecirc;ncias legais cab&iacute;veis.<\/p>\n<p>\n\tPar&aacute;grafo &uacute;nico.&nbsp; Aplica-se o disposto no caput deste artigo ao descumprimento de medida protetiva de urg&ecirc;ncia deferida.<\/p>\n<p>\n\tArt. 11.&nbsp; No atendimento &agrave; mulher em situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar, a autoridade policial dever&aacute;, entre outras provid&ecirc;ncias:<\/p>\n<p>\n\tI &#8211; garantir prote&ccedil;&atilde;o policial, quando necess&aacute;rio, comunicando de imediato ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico e ao Poder Judici&aacute;rio;<\/p>\n<p>\n\tII &#8211; encaminhar a ofendida ao hospital ou posto de sa&uacute;de e ao Instituto M&eacute;dico Legal;<\/p>\n<p>\n\tIII &#8211; fornecer transporte para a ofendida e seus dependentes para abrigo ou local seguro, quando houver risco de vida;<\/p>\n<p>\n\tIV &#8211; se necess&aacute;rio, acompanhar a ofendida para assegurar a retirada de seus pertences do local da ocorr&ecirc;ncia ou do domic&iacute;lio familiar;<\/p>\n<p>\n\tV &#8211; informar &agrave; ofendida os direitos a ela conferidos nesta Lei e os servi&ccedil;os dispon&iacute;veis.<\/p>\n<p>\n\tArt. 12.&nbsp; Em todos os casos de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher, feito o registro da ocorr&ecirc;ncia, dever&aacute; a autoridade policial adotar, de imediato, os seguintes procedimentos, sem preju&iacute;zo daqueles previstos no C&oacute;digo de Processo Penal:<\/p>\n<p>\n\tI &#8211; ouvir a ofendida, lavrar o boletim de ocorr&ecirc;ncia e tomar a representa&ccedil;&atilde;o a termo, se apresentada;<\/p>\n<p>\n\tII &#8211; colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e de suas circunst&acirc;ncias;<\/p>\n<p>\n\tIII &#8211; remeter, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, expediente apartado ao juiz com o pedido da ofendida, para a concess&atilde;o de medidas protetivas de urg&ecirc;ncia;<\/p>\n<p>\n\tIV &#8211; determinar que se proceda ao exame de corpo de delito da ofendida e requisitar outros exames periciais necess&aacute;rios;<\/p>\n<p>\n\tV &#8211; ouvir o agressor e as testemunhas;<\/p>\n<p>\n\tVI &#8211; ordenar a identifica&ccedil;&atilde;o do agressor e fazer juntar aos autos sua folha de antecedentes criminais, indicando a exist&ecirc;ncia de mandado de pris&atilde;o ou registro de outras ocorr&ecirc;ncias policiais contra ele;<\/p>\n<p>\n\tVII &#8211; remeter, no prazo legal, os autos do inqu&eacute;rito policial ao juiz e ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico.<\/p>\n<p>\n\t&sect; 1<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; O pedido da ofendida ser&aacute; tomado a termo pela autoridade policial e dever&aacute; conter:<\/p>\n<p>\n\tI &#8211; qualifica&ccedil;&atilde;o da ofendida e do agressor;<\/p>\n<p>\n\tII &#8211; nome e idade dos dependentes;<\/p>\n<p>\n\tIII &#8211; descri&ccedil;&atilde;o sucinta do fato e das medidas protetivas solicitadas pela ofendida.<\/p>\n<p>\n\t&sect; 2<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; A autoridade policial dever&aacute; anexar ao documento referido no &sect; 1<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp;o boletim de ocorr&ecirc;ncia e c&oacute;pia de todos os documentos dispon&iacute;veis em posse da ofendida.<\/p>\n<p>\n\t&sect; 3<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; Ser&atilde;o admitidos como meios de prova os laudos ou prontu&aacute;rios m&eacute;dicos fornecidos por hospitais e postos de sa&uacute;de.<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tT&Iacute;TULO IV<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tDOS PROCEDIMENTOS<\/p>\n<p align=\"center\">\n\t&nbsp;CAP&Iacute;TULO I<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tDISPOSI&Ccedil;&Otilde;ES GERAIS<\/p>\n<p>\n\tArt. 13.&nbsp; Ao processo, ao julgamento e &agrave; execu&ccedil;&atilde;o das causas c&iacute;veis e criminais decorrentes da pr&aacute;tica de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher aplicar-se-&atilde;o as normas dos C&oacute;digos de Processo Penal e Processo Civil e da legisla&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica relativa &agrave; crian&ccedil;a, ao adolescente e ao idoso que n&atilde;o conflitarem com o estabelecido nesta Lei.<\/p>\n<p>\n\tArt. 14.&nbsp; Os Juizados de Viol&ecirc;ncia Dom&eacute;stica e Familiar contra a Mulher, &oacute;rg&atilde;os da Justi&ccedil;a Ordin&aacute;ria com compet&ecirc;ncia c&iacute;vel e criminal, poder&atilde;o ser criados pela Uni&atilde;o, no Distrito Federal e nos Territ&oacute;rios, e pelos Estados, para o processo, o julgamento e a execu&ccedil;&atilde;o das causas decorrentes da pr&aacute;tica de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher.<\/p>\n<p>\n\tPar&aacute;grafo &uacute;nico.&nbsp; Os atos processuais poder&atilde;o realizar-se em hor&aacute;rio noturno, conforme dispuserem as normas de organiza&ccedil;&atilde;o judici&aacute;ria.<\/p>\n<p>\n\tArt. 15.&nbsp; &Eacute; competente, por op&ccedil;&atilde;o da ofendida, para os processos c&iacute;veis regidos por esta Lei, o Juizado:<\/p>\n<p>\n\tI &#8211; do seu domic&iacute;lio ou de sua resid&ecirc;ncia;<\/p>\n<p>\n\tII &#8211; do lugar do fato em que se baseou a demanda;<\/p>\n<p>\n\tIII &#8211; do domic&iacute;lio do agressor.<\/p>\n<p>\n\tArt. 16.&nbsp; Nas a&ccedil;&otilde;es penais p&uacute;blicas condicionadas &agrave; representa&ccedil;&atilde;o da ofendida de que trata esta Lei, s&oacute; ser&aacute; admitida a ren&uacute;ncia &agrave; representa&ccedil;&atilde;o perante o juiz, em audi&ecirc;ncia especialmente designada com tal finalidade, antes do recebimento da den&uacute;ncia e ouvido o Minist&eacute;rio P&uacute;blico.<\/p>\n<p>\n\tArt. 17.&nbsp; &Eacute; vedada a aplica&ccedil;&atilde;o, nos casos de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher, de penas de cesta b&aacute;sica ou outras de presta&ccedil;&atilde;o pecuni&aacute;ria, bem como a substitui&ccedil;&atilde;o de pena que implique o pagamento isolado de multa.<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tCAP&Iacute;TULO II<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tDAS MEDIDAS PROTETIVAS DE URG&Ecirc;NCIA<\/p>\n<p align=\"center\">\n\t&nbsp;Se&ccedil;&atilde;o I<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tDisposi&ccedil;&otilde;es Gerais<\/p>\n<p>\n\tArt. 18.&nbsp; Recebido o expediente com o pedido da ofendida, caber&aacute; ao juiz, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas:<\/p>\n<p>\n\tI &#8211; conhecer do expediente e do pedido e decidir sobre as medidas protetivas de urg&ecirc;ncia;<\/p>\n<p>\n\tII &#8211; determinar o encaminhamento da ofendida ao &oacute;rg&atilde;o de assist&ecirc;ncia judici&aacute;ria, quando for o caso;<\/p>\n<p>\n\tIII &#8211; comunicar ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico para que adote as provid&ecirc;ncias cab&iacute;veis.<\/p>\n<p>\n\tArt. 19.&nbsp; As medidas protetivas de urg&ecirc;ncia poder&atilde;o ser concedidas pelo juiz, a requerimento do Minist&eacute;rio P&uacute;blico ou a pedido da ofendida.<\/p>\n<p>\n\t&sect; 1<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; As medidas protetivas de urg&ecirc;ncia poder&atilde;o ser concedidas de imediato, independentemente de audi&ecirc;ncia das partes e de manifesta&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, devendo este ser prontamente comunicado.<\/p>\n<p>\n\t&sect; 2<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; As medidas protetivas de urg&ecirc;ncia ser&atilde;o aplicadas isolada ou cumulativamente, e poder&atilde;o ser substitu&iacute;das a qualquer tempo por outras de maior efic&aacute;cia, sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem amea&ccedil;ados ou violados.<\/p>\n<p>\n\t&sect; 3<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; Poder&aacute; o juiz, a requerimento do Minist&eacute;rio P&uacute;blico ou a pedido da ofendida, conceder novas medidas protetivas de urg&ecirc;ncia ou rever aquelas j&aacute; concedidas, se entender necess&aacute;rio &agrave; prote&ccedil;&atilde;o da ofendida, de seus familiares e de seu patrim&ocirc;nio, ouvido o Minist&eacute;rio P&uacute;blico.<\/p>\n<p>\n\tArt. 20.&nbsp; Em qualquer fase do inqu&eacute;rito policial ou da instru&ccedil;&atilde;o criminal, caber&aacute; a pris&atilde;o preventiva do agressor, decretada pelo juiz, de of&iacute;cio, a requerimento do Minist&eacute;rio P&uacute;blico ou mediante representa&ccedil;&atilde;o da autoridade policial.<\/p>\n<p>\n\tPar&aacute;grafo &uacute;nico.&nbsp; O juiz poder&aacute; revogar a pris&atilde;o preventiva se, no curso do processo, verificar a falta de motivo para que subsista, bem como de novo decret&aacute;-la, se sobrevierem raz&otilde;es que a justifiquem.<\/p>\n<p>\n\tArt. 21.&nbsp; A ofendida dever&aacute; ser notificada dos atos processuais relativos ao agressor, especialmente dos pertinentes ao ingresso e &agrave; sa&iacute;da da pris&atilde;o, sem preju&iacute;zo da intima&ccedil;&atilde;o do advogado constitu&iacute;do ou do defensor p&uacute;blico.<\/p>\n<p>\n\tPar&aacute;grafo &uacute;nico.&nbsp; A ofendida n&atilde;o poder&aacute; entregar intima&ccedil;&atilde;o ou notifica&ccedil;&atilde;o ao agressor.<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tSe&ccedil;&atilde;o II<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tDas Medidas Protetivas de Urg&ecirc;ncia que Obrigam o Agressor<\/p>\n<p>\n\tArt. 22.&nbsp; Constatada a pr&aacute;tica de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher, nos termos desta Lei, o juiz poder&aacute; aplicar, de imediato, ao agressor, em conjunto ou separadamente, as seguintes medidas protetivas de urg&ecirc;ncia, entre outras:<\/p>\n<p>\n\tI &#8211; suspens&atilde;o da posse ou restri&ccedil;&atilde;o do porte de armas, com comunica&ccedil;&atilde;o ao &oacute;rg&atilde;o competente, nos termos da&nbsp;<strong>Lei n<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp;10.826, de 22 de dezembro de 2003<\/strong>;<\/p>\n<p>\n\tII &#8211; afastamento do lar, domic&iacute;lio ou local de conviv&ecirc;ncia com a ofendida;<\/p>\n<p>\n\tIII &#8211; proibi&ccedil;&atilde;o de determinadas condutas, entre as quais:<\/p>\n<p>\n\ta) aproxima&ccedil;&atilde;o da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite m&iacute;nimo de dist&acirc;ncia entre estes e o agressor;<\/p>\n<p>\n\tb) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunica&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>\n\tc) freq&uuml;enta&ccedil;&atilde;o de determinados lugares a fim de preservar a integridade f&iacute;sica e psicol&oacute;gica da ofendida;<\/p>\n<p>\n\tIV &#8211; restri&ccedil;&atilde;o ou suspens&atilde;o de visitas aos dependentes menores, ouvida a equipe de atendimento multidisciplinar ou servi&ccedil;o similar;<\/p>\n<p>\n\tV &#8211; presta&ccedil;&atilde;o de alimentos provisionais ou provis&oacute;rios.<\/p>\n<p>\n\t&sect; 1<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; As medidas referidas neste artigo n&atilde;o impedem a aplica&ccedil;&atilde;o de outras previstas na legisla&ccedil;&atilde;o em vigor, sempre que a seguran&ccedil;a da ofendida ou as circunst&acirc;ncias o exigirem, devendo a provid&ecirc;ncia ser comunicada ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico.<\/p>\n<p>\n\t&sect; 2<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; Na hip&oacute;tese de aplica&ccedil;&atilde;o do inciso I, encontrando-se o agressor nas condi&ccedil;&otilde;es mencionadas no&nbsp;<strong>caput e incisos do art. 6<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp;da Lei n<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp;10.826, de 22 de dezembro de 2003<\/strong>, o juiz comunicar&aacute; ao respectivo &oacute;rg&atilde;o, corpora&ccedil;&atilde;o ou institui&ccedil;&atilde;o as medidas protetivas de urg&ecirc;ncia concedidas e determinar&aacute; a restri&ccedil;&atilde;o do porte de armas, ficando o superior imediato do agressor respons&aacute;vel pelo cumprimento da determina&ccedil;&atilde;o judicial, sob pena de incorrer nos crimes de prevarica&ccedil;&atilde;o ou de desobedi&ecirc;ncia, conforme o caso.<\/p>\n<p>\n\t&sect; 3<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; Para garantir a efetividade das medidas protetivas de urg&ecirc;ncia, poder&aacute; o juiz requisitar, a qualquer momento, aux&iacute;lio da for&ccedil;a policial.<\/p>\n<p>\n\t&sect; 4<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; Aplica-se &agrave;s hip&oacute;teses previstas neste artigo, no que couber, o disposto no caput e nos&nbsp;<strong>&sect;&sect; 5<sup><u>o<\/u><\/sup>&nbsp;e 6&ordm; do art. 461 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (C&oacute;digo de Processo Civil).<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\">\n\tSe&ccedil;&atilde;o III<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tDas Medidas Protetivas de Urg&ecirc;ncia &agrave; Ofendida<\/p>\n<p>\n\tArt. 23.&nbsp; Poder&aacute; o juiz, quando necess&aacute;rio, sem preju&iacute;zo de outras medidas:<\/p>\n<p>\n\tI &#8211; encaminhar a ofendida e seus dependentes a programa oficial ou comunit&aacute;rio de prote&ccedil;&atilde;o ou de atendimento;<\/p>\n<p>\n\tII &#8211; determinar a recondu&ccedil;&atilde;o da ofendida e a de seus dependentes ao respectivo domic&iacute;lio, ap&oacute;s afastamento do agressor;<\/p>\n<p>\n\tIII &#8211; determinar o afastamento da ofendida do lar, sem preju&iacute;zo dos direitos relativos a bens, guarda dos filhos e alimentos;<\/p>\n<p>\n\tIV &#8211; determinar a separa&ccedil;&atilde;o de corpos.<\/p>\n<p>\n\tArt. 24.&nbsp; Para a prote&ccedil;&atilde;o patrimonial dos bens da sociedade conjugal ou daqueles de propriedade particular da mulher, o juiz poder&aacute; determinar, liminarmente, as seguintes medidas, entre outras:<\/p>\n<p>\n\tI &#8211; restitui&ccedil;&atilde;o de bens indevidamente subtra&iacute;dos pelo agressor &agrave; ofendida;<\/p>\n<p>\n\tII &#8211; proibi&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria para a celebra&ccedil;&atilde;o de atos e contratos de compra, venda e loca&ccedil;&atilde;o de propriedade em comum, salvo expressa autoriza&ccedil;&atilde;o judicial;<\/p>\n<p>\n\tIII &#8211; suspens&atilde;o das procura&ccedil;&otilde;es conferidas pela ofendida ao agressor;<\/p>\n<p>\n\tIV &#8211; presta&ccedil;&atilde;o de cau&ccedil;&atilde;o provis&oacute;ria, mediante dep&oacute;sito judicial, por perdas e danos materiais decorrentes da pr&aacute;tica de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a ofendida.<\/p>\n<p>\n\tPar&aacute;grafo &uacute;nico.&nbsp; Dever&aacute; o juiz oficiar ao cart&oacute;rio competente para os fins previstos nos incisos II e III deste artigo.<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tCAP&Iacute;TULO III<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tDA ATUA&Ccedil;&Atilde;O DO MINIST&Eacute;RIO P&Uacute;BLICO<\/p>\n<p>\n\tArt. 25.&nbsp; O Minist&eacute;rio P&uacute;blico intervir&aacute;, quando n&atilde;o for parte, nas causas c&iacute;veis e criminais decorrentes da viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher.<\/p>\n<p>\n\tArt. 26.&nbsp; Caber&aacute; ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico, sem preju&iacute;zo de outras atribui&ccedil;&otilde;es, nos casos de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher, quando necess&aacute;rio:<\/p>\n<p>\n\tI &#8211; requisitar for&ccedil;a policial e servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de, de educa&ccedil;&atilde;o, de assist&ecirc;ncia social e de seguran&ccedil;a, entre outros;<\/p>\n<p>\n\tII &#8211; fiscalizar os estabelecimentos p&uacute;blicos e particulares de atendimento &agrave; mulher em situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar, e adotar, de imediato, as medidas administrativas ou judiciais cab&iacute;veis no tocante a quaisquer irregularidades constatadas;<\/p>\n<p>\n\tIII &#8211; cadastrar os casos de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher.<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tCAP&Iacute;TULO IV<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tDA ASSIST&Ecirc;NCIA JUDICI&Aacute;RIA<\/p>\n<p>\n\tArt. 27.&nbsp; Em todos os atos processuais, c&iacute;veis e criminais, a mulher em situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar dever&aacute; estar acompanhada de advogado, ressalvado o previsto no art. 19 desta Lei.<\/p>\n<p>\n\tArt. 28.&nbsp; &Eacute; garantido a toda mulher em situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar o acesso aos servi&ccedil;os de Defensoria P&uacute;blica ou de Assist&ecirc;ncia Judici&aacute;ria Gratuita, nos termos da lei, em sede policial e judicial, mediante atendimento espec&iacute;fico e humanizado.<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tT&Iacute;TULO V<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tDA EQUIPE DE ATENDIMENTO MULTIDISCIPLINAR<\/p>\n<p>\n\tArt. 29.&nbsp; Os Juizados de Viol&ecirc;ncia Dom&eacute;stica e Familiar contra a Mulher que vierem a ser criados poder&atilde;o contar com uma equipe de atendimento multidisciplinar, a ser integrada por profissionais especializados nas &aacute;reas psicossocial, jur&iacute;dica e de sa&uacute;de.<\/p>\n<p>\n\tArt. 30.&nbsp; Compete &agrave; equipe de atendimento multidisciplinar, entre outras atribui&ccedil;&otilde;es que lhe forem reservadas pela legisla&ccedil;&atilde;o local, fornecer subs&iacute;dios por escrito ao juiz, ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico e &agrave; Defensoria P&uacute;blica, mediante laudos ou verbalmente em audi&ecirc;ncia, e desenvolver trabalhos de orienta&ccedil;&atilde;o, encaminhamento, preven&ccedil;&atilde;o e outras medidas, voltados para a ofendida, o agressor e os familiares, com especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s crian&ccedil;as e aos adolescentes.<\/p>\n<p>\n\tArt. 31.&nbsp; Quando a complexidade do caso exigir avalia&ccedil;&atilde;o mais aprofundada, o juiz poder&aacute; determinar a manifesta&ccedil;&atilde;o de profissional especializado, mediante a indica&ccedil;&atilde;o da equipe de atendimento multidisciplinar.<\/p>\n<p>\n\tArt. 32.&nbsp; O Poder Judici&aacute;rio, na elabora&ccedil;&atilde;o de sua proposta or&ccedil;ament&aacute;ria, poder&aacute; prever recursos para a cria&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o da equipe de atendimento multidisciplinar, nos termos da Lei de Diretrizes Or&ccedil;ament&aacute;rias.<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tT&Iacute;TULO VI<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tDISPOSI&Ccedil;&Otilde;ES TRANSIT&Oacute;RIAS<\/p>\n<p>\n\tArt. 33.&nbsp; Enquanto n&atilde;o estruturados os Juizados de Viol&ecirc;ncia Dom&eacute;stica e Familiar contra a Mulher, as varas criminais acumular&atilde;o as compet&ecirc;ncias c&iacute;vel e criminal para conhecer e julgar as causas decorrentes da pr&aacute;tica de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher, observadas as previs&otilde;es do T&iacute;tulo IV desta Lei, subsidiada pela legisla&ccedil;&atilde;o processual pertinente.<\/p>\n<p>\n\tPar&aacute;grafo &uacute;nico.&nbsp; Ser&aacute; garantido o direito de prefer&ecirc;ncia, nas varas criminais, para o processo e o julgamento das causas referidas no caput.<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tT&Iacute;TULO VII<\/p>\n<p align=\"center\">\n\tDISPOSI&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS<\/p>\n<p>\n\tArt. 34.&nbsp; A institui&ccedil;&atilde;o dos Juizados de Viol&ecirc;ncia Dom&eacute;stica e Familiar contra a Mulher poder&aacute; ser acompanhada pela implanta&ccedil;&atilde;o das curadorias necess&aacute;rias e do servi&ccedil;o de assist&ecirc;ncia judici&aacute;ria.<\/p>\n<p>\n\tArt. 35.&nbsp; A Uni&atilde;o, o Distrito Federal, os Estados e os Munic&iacute;pios poder&atilde;o criar e promover, no limite das respectivas compet&ecirc;ncias:<\/p>\n<p>\n\tI &#8211; centros de atendimento integral e multidisciplinar para mulheres e respectivos dependentes em situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar;<\/p>\n<p>\n\tII &#8211; casas-abrigos para mulheres e respectivos dependentes menores em situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar;<\/p>\n<p>\n\tIII &#8211; delegacias, n&uacute;cleos de defensoria p&uacute;blica, servi&ccedil;os de sa&uacute;de e centros de per&iacute;cia m&eacute;dico-legal especializados no atendimento &agrave; mulher em situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar;<\/p>\n<p>\n\tIV &#8211; programas e campanhas de enfrentamento da viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar;<\/p>\n<p>\n\tV &#8211; centros de educa&ccedil;&atilde;o e de reabilita&ccedil;&atilde;o para os agressores.<\/p>\n<p>\n\tArt. 36.&nbsp; A Uni&atilde;o, os Estados, o Distrito Federal e os Munic&iacute;pios promover&atilde;o a adapta&ccedil;&atilde;o de seus &oacute;rg&atilde;os e de seus programas &agrave;s diretrizes e aos princ&iacute;pios desta Lei.<\/p>\n<p>\n\tArt. 37.&nbsp; A defesa dos interesses e direitos transindividuais previstos nesta Lei poder&aacute; ser exercida, concorrentemente, pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico e por associa&ccedil;&atilde;o de atua&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea, regularmente constitu&iacute;da h&aacute; pelo menos um ano, nos termos da legisla&ccedil;&atilde;o civil.<\/p>\n<p>\n\tPar&aacute;grafo &uacute;nico.&nbsp; O requisito da pr&eacute;-constitui&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser dispensado pelo juiz quando entender que n&atilde;o h&aacute; outra entidade com representatividade adequada para o ajuizamento da demanda coletiva.<\/p>\n<p>\n\tArt. 38.&nbsp; As estat&iacute;sticas sobre a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher ser&atilde;o inclu&iacute;das nas bases de dados dos &oacute;rg&atilde;os oficiais do Sistema de Justi&ccedil;a e Seguran&ccedil;a a fim de subsidiar o sistema nacional de dados e informa&ccedil;&otilde;es relativo &agrave;s mulheres.<\/p>\n<p>\n\tPar&aacute;grafo &uacute;nico.&nbsp; As Secretarias de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica dos Estados e do Distrito Federal poder&atilde;o remeter suas informa&ccedil;&otilde;es criminais para a base de dados do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a.<\/p>\n<p>\n\tArt. 39.&nbsp; A Uni&atilde;o, os Estados, o Distrito Federal e os Munic&iacute;pios, no limite de suas compet&ecirc;ncias e nos termos das respectivas leis de diretrizes or&ccedil;ament&aacute;rias, poder&atilde;o estabelecer dota&ccedil;&otilde;es or&ccedil;ament&aacute;rias espec&iacute;ficas, em cada exerc&iacute;cio financeiro, para a implementa&ccedil;&atilde;o das medidas estabelecidas nesta Lei.<\/p>\n<p>\n\tArt. 40.&nbsp; As obriga&ccedil;&otilde;es previstas nesta Lei n&atilde;o excluem outras decorrentes dos princ&iacute;pios por ela adotados.<\/p>\n<p>\n\tArt. 41.&nbsp; Aos crimes praticados com viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher, independentemente da pena prevista, n&atilde;o se aplica a&nbsp;<strong>Lei n<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp;9.099, de 26 de setembro de 1995<\/strong>.<\/p>\n<p>\n\tArt. 42.&nbsp; O art. 313 do Decreto-Lei n<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp;3.689, de 3 de outubro de 1941 (C&oacute;digo de Processo Penal), passa a vigorar acrescido do seguinte inciso IV:<\/p>\n<blockquote>\n<blockquote>\n<p>\n\t\t\t?Art. 313.&nbsp; &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p>\n\t\t\t&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p>\n\t\t\tIV &#8211; se o crime envolver viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher, nos termos da lei espec&iacute;fica, para garantir a execu&ccedil;&atilde;o das medidas protetivas de urg&ecirc;ncia.? (NR)<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/blockquote>\n<p>\n\tArt. 43.&nbsp; A al&iacute;nea f do inciso II do art. 61 do Decreto-Lei n<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp;2.848, de 7 de dezembro de 1940 (C&oacute;digo Penal), passa a vigorar com a seguinte reda&ccedil;&atilde;o:<\/p>\n<blockquote>\n<blockquote>\n<p>\n\t\t\t?Art. 61.&nbsp; &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<p>\n\t\t\t&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<p>\n\t\t\tII &#8211; &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n<p>\n\t\t\t&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<p>\n\t\t\tf) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de rela&ccedil;&otilde;es dom&eacute;sticas, de coabita&ccedil;&atilde;o ou de hospitalidade, ou com viol&ecirc;ncia contra a mulher na forma da lei espec&iacute;fica;<\/p>\n<p>\n\t\t\t&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.. ? (NR)<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/blockquote>\n<p>\n\tArt. 44.&nbsp; O art. 129 do Decreto-Lei n<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp;2.848, de 7 de dezembro de 1940 (C&oacute;digo Penal), passa a vigorar com as seguintes altera&ccedil;&otilde;es:<\/p>\n<blockquote>\n<blockquote>\n<p>\n\t\t\t?Art. 129.&nbsp; &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<p>\n\t\t\t&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n<p>\n\t\t\t&sect; 9<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp; Se a les&atilde;o for praticada contra ascendente, descendente, irm&atilde;o, c&ocirc;njuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das rela&ccedil;&otilde;es dom&eacute;sticas, de coabita&ccedil;&atilde;o ou de hospitalidade:<\/p>\n<p>\n\t\t\tPena &#8211; deten&ccedil;&atilde;o, de 3 (tr&ecirc;s) meses a 3 (tr&ecirc;s) anos.<\/p>\n<p>\n\t\t\t&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n<p>\n\t\t\t&sect; 11.&nbsp; Na hip&oacute;tese do &sect; 9<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp;deste artigo, a pena ser&aacute; aumentada de um ter&ccedil;o se o crime for cometido contra pessoa portadora de defici&ecirc;ncia.? (NR)<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/blockquote>\n<p>\n\tArt. 45.&nbsp; O art. 152 da Lei n<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp;7.210, de 11 de julho de 1984 (Lei de Execu&ccedil;&atilde;o Penal), passa a vigorar com a seguinte reda&ccedil;&atilde;o:<\/p>\n<blockquote>\n<blockquote>\n<p>\n\t\t\t?Art. 152.&nbsp; &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n<p>\n\t\t\tPar&aacute;grafo &uacute;nico.&nbsp; Nos casos de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica contra a mulher, o juiz poder&aacute; determinar o comparecimento obrigat&oacute;rio do agressor a programas de recupera&ccedil;&atilde;o e reeduca&ccedil;&atilde;o.? (NR)<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/blockquote>\n<p>\n\tArt. 46.&nbsp; Esta Lei entra em vigor 45 (quarenta e cinco) dias ap&oacute;s sua publica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\n\tBras&iacute;lia,&nbsp; 7&nbsp; de&nbsp; agosto&nbsp; de 2006; 185<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp;da Independ&ecirc;ncia e 118<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp;da Rep&uacute;blica.<\/p>\n<p>\n\tLUIZ IN&Aacute;CIO LULA DA SILVA&nbsp;<br \/>\n\t<em>Dilma Rousseff<\/em><\/p>\n<p>\n\tEste texto n&atilde;o substitui o publicado no D.O.U. de 8.8.2006<\/p>\n","protected":false},"author":2,"template":"","legislacao_categoria":[20],"class_list":["post-2597","legislacao","type-legislacao","status-publish","hentry","legislacao_categoria-leis-e-normas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/transparencia.cfp.org.br\/crp06\/wp-json\/wp\/v2\/legislacao\/2597","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/transparencia.cfp.org.br\/crp06\/wp-json\/wp\/v2\/legislacao"}],"about":[{"href":"https:\/\/transparencia.cfp.org.br\/crp06\/wp-json\/wp\/v2\/types\/legislacao"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/transparencia.cfp.org.br\/crp06\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/transparencia.cfp.org.br\/crp06\/wp-json\/wp\/v2\/legislacao\/2597\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2959,"href":"https:\/\/transparencia.cfp.org.br\/crp06\/wp-json\/wp\/v2\/legislacao\/2597\/revisions\/2959"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/transparencia.cfp.org.br\/crp06\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2597"}],"wp:term":[{"taxonomy":"legislacao_categoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/transparencia.cfp.org.br\/crp06\/wp-json\/wp\/v2\/legislacao_categoria?post=2597"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}